Minas Gerais mais uma vez está inscrita nos roteiros turísticos do Brasil e do mundo com uma enorme atração trazendo ao Estado milhares de turistas. Uma das mais importantes estâncias hidrominerais do mundo “o Grande Hotel de Araxá”, inaugurado em 1914 pelo então presidente da República Getúlio Vargas.

Agora o governo de Minas Gerais deu á cidade de Araxá esse belo presente, a reforma do hotel. Ousadia e criatividade marcaram o reencontro do belo com o novo, e a população da cidade mais uma vez agradece ao governador. Sob a supervisão da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (CODEMIG), inovações implementadas dentro da rígida racionalidade determinaram os trabalhos de reforma do Grande Hotel.

Providências inéditas foram tomadas como instalação nos quartos de sensores especiais, que identificam se há ou não pessoas. Estando vazio, a luz será automaticamente desligada. As chaves foram substituídas por cartões magnéticos. Um sistema de visor nos corredores indicará se os hóspedes estão provisoriamente ausentes, facilitando assim o trabalho e a dispensa de funcionários.

Com a reforma, o Grande Hotel, hoje, conta em todos os seus aposentos com pontos de telefones, computadores, e o sistema de ar é comandado por um núcleo central. Os elevadores foram todos reformados e suas cabines tiveram a originalidade preservada. Estão funcionando alternadamente para manter os jardins bem verdes 15, estações de aspersão de água automatizadas.

Foi construída na estrutura de lazer outra piscina, com água aquecida artificialmente, em substituição à antiga. Os velhos projetores do cinema não viraram sucata, foram transformados em peças históricas, expostas em locais apropriados, uma espécie de museu da saudade. As fonte Dona Beija e Andrade Júnior foram totalmente reformadas.

As duas principais suítes ganharam um atrativo especial: uma delas com 200 metros quadrados está dotada de banheiras onde o hóspede desfruta de banhos com água sulfurosa. Participaram da reforma cerca de 400 pessoas, entre arquitetos, engenheiros, pedreiros, eletricista, pintores e técnicos em restauração.

O hotel sediou incontáveis congressos, feiras, festas e encontros políticos e econômicos nacionais e internacionais além de turistas convencionais, atraindo a atenção do mundo político, empresarial, cultural e científico. Outra de suas marcas foi o cassino, que permaneceu aberto durante dois anos, até ser decretada a proibição do jogo pelo então presidente Eurico Gaspar Dutra, em 1946. Depois de 60anos o Grande Hotel está todo reformado, funcionando a todo vapor e mostrando as belezas das Minas Gerais.

 

Jornalista: Agnaldo Moreira

 

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