Vivemos em um país livre e democrático, mas infelizmente hoje em dia torna-se cada vez mais difícil alimentar qualquer tipo de esperança ou lutar por qualquer ideal. Somos capazes de refletir e buscar uma definição sustentada em argumentos consistentes que possam nos auxiliar futuramente em busca de nossos objetivos.

Acalentamos a esperança de concretizar projetos de vida, mas como a maioria dos brasileiros, nossos sonhos vão ficando para trás a partir do momento que saímos de nossas casas e deixamos tudo para trás e vamos enfrentar uma sociedade que não pensa no bem-estar de seu povo.

Sempre lutamos com dificuldade, muitos jovens saem do interior e vão morar na cidade grande com intuito de idealizar os seus sonhos e batalhar por um lugar ao solo. Muitas dessas pessoas não conseguem sobreviver nas cidades grandes e vão morar na rua ou debaixo de viadutos e começam a enfrentar uma vida mais miserável ainda.

Como é de conhecimento de todos, infelizmente às vezes as pessoas pobres não conseguem estudar em escolas públicas, nem mesmo conseguem fazer um curso superior, porque dependem de trabalho para sua sobrevivência, e pagar escola particular, tornou-se um desafio para quem ganha pouco ou quase nada.

Tendo em vista a globalização, que a cada dia vem se consolidando, há uma tendência de que as pessoas se comportem dentro de um mesmo padrão, com objetivos similares de aspirações e com isso, deixem para trás os seus sonhos, tornando o seu comportamento mais vazio e incoerente com a sociedade.

Pelo fato da desigualdade e a riqueza serem possível em nossa ordem social, a humanidade hoje conta com toda a riqueza anual de que dispõe para o consumo. Fosse tal incentivo destruído, a produtividade seria de tal forma reduzida, que a porção dada a cada indivíduo, por uma distribuição igual, seria bem menor do que aquilo que hoje recebe mesmo o mais pobre.

 

Jornalista: Agnaldo Moreira