Henri Cartier Bresson passou a ser a consciência da fotografia, sem precisar falar nada. Nascido no dia 22 de agosto de 1908, em Paris, amava a liberdade acima de tudo e antes de tudo.

O que detonou sua vida de fotógrafo foi a fotografia de Martin Munkasci, publicada pela revista Photografies, em 1931, onde três meninos negros, no Congo, saem correndo em direção ao mar, brincando entre si, como se fossem os únicos possuidores da verdade.

O momento exato que expressava aquela situação foi congelado nessa fotografia, que impressionou o artista pelo resto da sua vida. Essa foto foi o gatilho da sua efervescente carreira de fotógrafo.

A partir daí ele continuou fazendo a estética do corpo humano, introduzindo um novo conceito de liberdade no foto-jornalismo, sem perder a graça e a leveza de um verdadeiro artista. Bresson estava sempre ali, no momento certo e no lugar certo, a fim de captar das pessoas alguma expressão, algum silêncio.

Aos 20 anos, Bresson estudou arte com o pintor cubista André Lhote. Dono de um senso particular de tempo e intuição influenciou fotógrafos de todos os tempos, capturando a presença de lugares e culturas.

Sua máquina de trabalho era a Leica, que era silenciosa e o filme usado na máquina era preto e branco, além de não ter flash. Bresson fotografava com precisão e de forma rápida.

Seu conceito de fotografia tinha como foco o que ele descrevia, como: “O momento decisivo”, o momento em que se evocava uma significância final de uma situação, onde elementos externos ficavam perfeitamente no lugar.

 

Foto tirada do site do Jornal: ESTADÃO.COM.BR/Tópicos

 

Jornalista: Agnaldo Moreira

 

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