O bem mais precioso de um pai é o filho e à medida que ele cresce vai sendo possível pensar em sua autonomia de movimentos, daí a brilhante ideia: “vou colocá-lo numa escolinha de esportes!” Estaria o pai certo ao optar por escolinha de esportes para seu filho? Qual idade seria ideal? Quais cuidados o pai deve tomar quanto à segurança? Qual esporte escolher para ele? Qual expectativa que o filho vai criar com o esporte? Se pararmos para analisar, uma criança pequena não precisa de esportes, precisa mesmo é brincar.

Na brincadeira a criança aprende, reaprende, cria, recria, constrói e reconstrói. O primeiro esporte quem ensina são os pais dentro de casa, no quintal, na praça, no clube, nos encontros com a família e muito mais. Ensinando a criança a andar, cair e se levantar, pegar e soltar, lançar, correr, rolar, dar cambalhota, dançar, imitar. Enfim, uma infinidade de movimentos que a criança curta mais.

A família encontrará o prazer de estar junto em momentos onde todos saem ganhando. Depois de um determinado tempo a criança pedirá mais do que brincadeiras em família, ela terá interesse em conviver com outras crianças basta os pais observarem seus filhos, seus diálogos. Outro ponto a se destacar e a opção por uma escola que contenha em sua grade curricular o conteúdo de Educação Física, em todos os níveis de ensino lecionado por um profissional habilitado na área.

Até a pré-adolescência a criança precisa ter entrado em contato com o maior número de experiências de esporte e coordenações motoras e aí sim, neste momento é preciso saber qual esporte é de interesse dele e não seu. Não adianta querer que ele (a) dê continuidade ao seu futebol ou ao seu balé e enfim, você poder se realizar através do seu filho (a) se ele (a) não demonstra o mínimo interesse quando vê uma bola rolar ou sua sapatilha velha dependurada.

Durante toda a infância os pais devem propiciar sempre que possível, o contato de seu filho com esporte e movimento de modo que ele chegue à adolescência com uma ampla vivência motora e a partir daí, optar pela especialização sem impedi-lo de fazer migrações se assim lhe for conveniente. Outro ponto importante a destacar é o volume de treinos, pois o excesso pode causar uma pré-indisposição a qualquer tipo de atividade física.

Um cuidado a ser tomado é a certificação do andamento deste processo: O espaço escolhido oferece conforto e segurança de acordo com as normas; o profissional é habilidoso e transparente no tratamento com os alunos; a instituição é bem citada na região no que diz respeito à prestação de serviços. Por isso pergunte, pesquise, acompanhe e faça o que for preciso para que uma ação que lhe deveria trazer tranquilidade e satisfação não se torne um transtorno capaz de tirar seu sono.

Uma atividade física mal orientada pode ser traumática para a criança. Por mais divertido para o pai que esteja fora da situação, para a criança pode ser um pesadelo ao deparar com a falta de respeito, subestimação, gritos, agressão física e psicológica. No entanto é necessário se certificar de absolutamente tudo. Feito isso, resta aos pais usufruírem os frutos de ter um filho bem estimulado e com todos os benefícios que a atividade física proporciona ao indivíduo em nível físico, moral e mental. Fique atento e  mãos à obra!

Matéria: Simone Mello

Professora de Educação Física CREF: 024920-6/MG

 

2 thoughts on “Criança e atividade física

  • Simone C

    Pode ser sim. Cidade de lindas paisagens, n

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    • agnaldo

      Simone,
      Boa noite
      Fico muito feliz em poder contribuir pelo menos um poquinho na divulgação de São Tomé de Minas, principalmente mostrando fotos de pessoas queridas do nosso distrito, contando um pouquinho de nossa história. Montei este site com muito carinho. Me ajude a divulgar o site. saotomedeminas.com.br
      Atenciosamente,
      Agnaldo Silva

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