Negligenciada no mundo, a leishmaniose visceral se alastra silenciosamente e Minas Gerais esta nessa rota. Segundo levantamentos feitos pelo Ministério da Saúde, Minas Gerais é o estado onde aconteceu o maior número de mortes no Brasil, No período entre 2000 e 2011, 445 pessoas morreram em decorrência dessa doença e com isso, o Estado garantiu o primeiro lugar disparado nesse ranking, seguido pelo Maranhão (334) e pela Bahia (280).

A leishmaniose é transmitida ao homem pela picada de mosquitos flebotomíneos (Ordem Diptera; Família Psychodidae; Sub-Família Phlebotominae), também chamados de mosquito palha ou birigui. A leishmaniose vem matando mais do que a dengue disseminado pela picada do Aedes aegypti. Essa doença já vem se alastrando há muito tempo e nos últimos anos há um aumento significativo do número de casos em decorrência da ampliação geográfica do nosso país.

As fontes de infecção são principalmente animais silvestres infectados, mas o cão doméstico pode servir também como hospedeiro, esse termo é usado para designar o ser infectado. Quando o homem é picado pelo inseto que carrega a leishmania, pode desenvolver dois tipos de doença: a leishmaniose tegumentar (que acomete a pele e as mucosas) ou a leishmaniose visceral ou calazar (que acomete os órgãos internos).

O que define se o paciente terá a forma cutânea ou a forma visceral é o tipo de leishmania que o contamina. Os primeiros sinais da doença são fraqueza, emagrecimento, febre, palidez, aumento do fígado e do baço. O tratamento da doença deve ser feito com drogas de primeira escolha que são as antimoniais pentavalentes e devem ser administrados por via parenteral, intramuscular ou intravenosa e por um período mínimo de 20 dias.

A dose e o tempo da terapêutica variam com as formas da doença e gravidade dos sintomas. O principal efeito colateral é a indução de arritmias cardíacas e está contra-indicado em mulheres grávidas nos 2 primeiros trimestres, doentes com insuficiência hepática e renal e naqueles em uso de drogas antiarrítmicas. Outras drogas usadas no tratamento da leishmaniose incluem a anfotericina B, paromomicina e pentamidina.

A leishmaniose foi descoberta pelo médico-sanitarista Thomaz Corrêa Aragão, em 1954 assim como a cura. Segundo declarações do secretário municipal adjunto de Saúde, Fabiano Pimenta “A leishmaniose não é uma doença negligenciada em Minas, várias medidas têm sido tomadas para conter o avanço do mal”.

Pimenta afirma ainda que “São feitos exames de cães e são aplicados inseticidas nas áreas de risco”. È preciso pensar nessa doença como um mal que pode atingir todos nós, previna-se e não durma no ponto.

Foto tirada do site: http://ocaonaoeovilaodiganaoaleishmaniose.blogspot.com.br/

Jornalista: Agnaldo Moreira

 

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