Tecnologia a serviço do meio ambiente

        Ao descartar aparelhos eletrônicos no lixo fique atento, você pode estar jogando dinheiro fora e perdendo a oportunidade de salvar o meio ambiente. Existem vários componentes nos aparelhos eletrônicos que podem ser vendidos como ouro e o cobre.

Pensando nessa oportunidade e em contrapartida contribuindo com o meio ambiente, dois estudantes do sexto período de engenharia química do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste) desenvolveram um método para tratamento dos metais e foram um dos vencedores do Prêmio Sustentabilidade Radix.

Os alunos formam selecionados com outras seis equipes de todo país pela engenharia e software Radix para receber um prêmio no valor de R$ 10 mil. Esse método inovador criado pelos estudantes prevê o reaproveitamento dos metais por meio de um processo denominado hidrometalúrgico, que consiste, em linhas gerais, na extração do minério moído com solventes adequados, obtendo-se rejeitos que poderão então ser tratados.

A partir daí é feita a filtragem da solução e a precipitação do metal por meio de uma concentração, aquecimento ou eletrólise. O primeiro metal a ser recuperado é o ouro, e em seguida o cobre. E a grande vantagem do processo hidrometalúrgico sobre os demais é que ele não é tóxico. Na pesquisa integrantes da equipe Mineiros Tecnológicos usam peças de computadores doados por lojas de informática ou pessoas físicas.

Por enquanto, os testes com metais vêm sendo feitos em escala laboratorial, mas a ideia é que se chegue à quantidade suficiente para revenda. Segundo Lúrima Faria, uma das pessoas responsáveis pela pesquisa desenvolvida em Minas Gerais “O objetivo da equipe é desenvolver um método eficaz e de baixo custo e que não gere danos ambientais”.

Lúrima afirma ainda que “Existe hoje no Brasil outros métodos para a reciclagem dos mais variados tipos metais usados nos aparelhos eletrônicos, entre eles está à calcinação (processo de decomposição química endotérmica, não reversível, ou de reação inversa muito lenta, podendo envolver a corrosão e a mudança de cor do material) ou o uso de mercúrio”.

Estudos divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU), em todo mundo vão para o lixo cerca de 42 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos. Só no Brasil este número chega a 1,4 milhão, atrás apenas dos Estados Unidos. Em 2010 o congresso nacional aprovou a lei chamada Política Nacional de Resíduos Sólidos, lei que obriga as empresas a cuidar do lixo eletrônico para não contaminar o meio ambiente.

Todos nós cidadãos consumidores e fabricantes que usamos, vendemos ou comercializamos este tipo de material somos responsáveis pelo descarte correto dos eletroeletrônicos.

Jornalista: Agnaldo Moreira

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